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Fé, solidão e angústia – Uma reflexão sobre Kierkegaard

Fé, solidão e angústia – Uma reflexão sobre Kierkegaard Pedro Virgínio Pereira Neto Existirá relação harmônica entre Razão e Fé? Dirão alguns que sim. Outros, porém, que não. O “sim” ou o “não” dependem, em primeiro lugar, da compreensão semântica atribuída aos termos Razão e Fé. Em segundo lugar, das posições ideológicas já fincadas por quem debate a questão. Nenhuma das duas problemáticas discutirei em profundidade aqui, neste artigo. Basta mencionar que a reflexão sobre a aproximação/afastamento entre estas duas vias de conhecimento tem sido historicamente marcada por embates e paradoxos. Na Idade média, Tomás de Aquino estabeleceu as bases da aproximação entre estas duas vias de conhecimento, estabelecendo o lastro para a constituição da moderna Teologia cristã católica, de modo que o catecismo, da Igreja Católica, afirma: “Ao defender a capacidade da razão humana de conhecer a Deus, a Igreja exprime sua confiança na possibilidade de falar de Deus a todos os homens...

A AFETIVIDADE NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

A AFETIVIDADE NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM Pedro Virgínio P. Neto Augusto Cury utiliza com freqüência, em suas elaborações teóricas, o conceito de Registro automático da memória (RAM). Um fenômeno cuja essência é o registro na memória das experiências vividas pelo indivíduo, de modo involuntário, com uma intensidade proporcional à carga emotiva envolvida na dada experiência. Ele afirma: “Todas as experiências que vivemos no palco de nossas mentes são registradas involuntariamente na memória pelo fenômeno RAM. E, se essas experiências tiverem alta carga de tensão, o registro será privilegiado, ocupando áreas nobres de nossa memória.” (Cury,  Augusto ) A relação intrínseca entre aprendizagem e afetividade é clara. Toda sorte de emoções ou sentimentos envolvidos em uma dada relação de ensino-aprendizagem influenciará seus resultados, de modo positivo ou negativo. Vale ressaltar que afetividade não se refere, exclusivamente, a bons sentimentos. Cert...

Bullying - "Como um louco que atira pedras": Cracterização, efeitos e formas de reação

Bullying - "Como um louco que atira pedras": Cracterização, efeitos e formas de reação                                             Prof. Pedro Virgínio P. Neto "Como um louco que atira pedras em quem vai passando, assim é o que fere alguém e diz que foi uma brincadeira"    Provérbios 26: 18, 19        Muito se tem falado atualmente sobre bullying. Professores, diretores, coordenadores e pais de alunos têm refletido sobre que tipos de comportamentos podem ser considerados como bullying e quais as origens de tal comportamento. Mas isto não é uma matéria que deva ser preocupação somente de pais e professores. Deve despertar a atenção dos próprios alunos, uma vez que são os principais envolvidos com o fenômeno.          Em primeiro lugar é preciso definir o que é bullying. De acordo com especiali...

Ensino de estratégias para aprender a aprender

Ensino de estratégias  para aprender a aprender                                 Pedro Virginio Pereira Neto             Apesar de alguns historiadores da filosofia considerarem a produção intelectual de Francis Bacon pouco consistente, é unanime o reconhecimento de que sua contribuição para o desenvolvimento do método científico foi fundamental. O mesmo Bacon, em sua obra “Aforismos sobre a interpretação da natureza e o reino do homem”, chama a atenção para o fato de que o intelecto humano, apesar de poderoso, encontra seu limite muito cedo, se não se utiliza de instrumentos que lhe potencializem o alcance, assim como a força do braço humano pode ser potencializada pelo uso de uma alavanca. “Nem a mão nua nem o intelecto, deixados a si mesmos, logram muito. Todos os e...